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Arquivo Foto Guedes

Código de referência PT-CMP-DMA/PRI/FGD
Título Foto Guedes
Datas 1885-1932
Nível de descrição Arquivo
Dimensões 59936 negativos de vidro; 735 negativos em película, vários formatos
Produtor Foto Guedes. 1885-1932

 

História administrativa/biográfica

Henrique António Guedes de Oliveira nasceu no lugar de Ingilde, concelho de Baião, a 26 de janeiro do ano de 1865. Com um ano de idade é trazido pelos pais, António de Oliveira e Carolina para a cidade do Porto.
Cedo, com apenas treze anos, começou a revelar inclinação para as artes, participando como colaborador em folhas humorísticas e em jornais operários ( "A Rabeca do Diabo", "O Protesto"e "A Voz do Operário", de Lisboa, e ainda em "O Operário, do Porto"). Era ainda correspondente de outros periódicos, como atesta a sua participação no jornal "O Bejense", em 1880, com apenas 15 anos de idade.
Tinha também fortes inclinações para a política, sendo a sua educação vincadamente socialista e republicana.
Personalidade multifacetada, publicou em 1883, com 18 anos, o seu primeiro livro de versos, "Cáusticos", e diversos folhetos planfetários também em verso, tais como "Os Vendilhões do Templo", "Os Cafres", etc., utilizando como pseudónimo Tito Litho, através do qual impôs o seu humor sarcástico, criticando a sociedade da época.
Mais tarde aparece como redator do jornal humorista “Zé Povinho”, em parceria com Dionísio Ferreira dos Santos Silva, e na revista o Tam-Tam. Irá ao longo dos tempos participar em muitas outras publicações de cariz humorístico.
Em 1894 fazia parte dos quadros do jornal "Primeiro de Janeiro", tendo colaborado com os seus escritos em rubricas como "Calendário Histórico", "Tauromaquia Alegre" e "Tribuna Livre".
Teve grandes ligações ao meio artístico e literário da época, nomeadamente com Rafael Bordalo Pinheiro, com quem colaborou na revista "A Paródia ", "O Porto na Paródia" ou " A Paródia no Porto", acompanhado do caricaturista, Manuel Monterroso. Produziu e escreveu algumas peças para os teatros da cidade e algumas delas tiveram enorme êxito, não só em Lisboa e Porto mas também no Brasil, como foi o caso da revista “Ali à …preta!” (1897) com música de Ciríaco Cardoso.
A par da atividade literária e artística, vai também ligar-se, por volta de 1885, à fotografia, trabalhando durante algum tempo na firma Sala & Irmão, então dirigida por Fulgêncio da Costa Guimarães. Associaram-se no ano seguinte e a firma passou a designar-se Guimarães & Guedes, Sucessores de Sala & Irmão. Em 1892 Guedes de Oliveira fundou o seu próprio atelier, a Photographia Guedes, situado na Rua de Santa Catarina, 262, embora continuasse ligado à firma anterior que se manteve ativa até 1894. Em 1898 será o primeiro a introduzir inovações na arte da fotografia, como o processo Eastman, permitindo assim a produção de provas mais acessíveis. Participou na Exposição Industrial Portuguesa de 1897, expondo fotografias e platinotipias. Em 1904 concorreu à Exposição de S. Luís e, no ano seguinte, fez a reportagem fotográfica do Carnaval no Porto, tendo editado uma coleção de postais.
A partir de 1905 o seu irmão Constantino Guedes passou a fazer parte da firma.
Pela sua casa passaram inúmeras figuras destacadas da vida social, política e artística, tais como Guerra Junqueiro, Sampaio Bruno, Palmira Bastos, entre muitas outras personalidades. Era também um espaço de divulgação de trabalhos de artistas em início de carreira realizando no seu estúdio exposições de arte.
Concorreu a várias exposições nacionais e internacionais que lhe grangearam alguns prémios. Possuía a Medalha de Ouro da Exposição Internacional Portuguesa, Diploma e Medalha de Ouro de Vermeil na Exposição Universal de Dijon.
O valioso espólio fotográfico que a Câmara Municipal detém permite -nos conhecer a cidade de finais do séc. XIX e inícios do séc. XX, em múltiplas facetas: retratos de famílias de vários estratos sociais, aspectos da cidade, artistas de teatro, personalidades políticas, paisagens, vivências do quotidiano, como a matança do porco, o combate ao fogo dos bombeiros, as touradas, etc.
Em 1898 organizou a Sociedade de Belas Artes, em colaboração com Marques da Silva, Teixeira Lopes e outros artistas, oficializada apenas em 1905 e designada  como Sociedade Portuense de Belas Artes.
Sendo já um reputado fotógrafo, frequentou a Escola de Belas Artes do Porto, da qual chegou a ser professor e Diretor.
Fez ainda parte da Comissão de Estética da Câmara Municipal do Porto. Foi também condecorado com a comenda da Ordem de Santiago.
Morreu em 1932 e o seu cortejo fúnebre foi uma grande manifestação da importância da sua vida e obra na sociedade da época.

 

Âmbito e conteúdo

Imagens produzidas entre o final do séc. XIX e a década de 1930. Retratam a cidade em múltiplas facetas: retratos de família de vários estratos sociais, aspetos da cidade, artistas de teatro, personalidades políticas, paisagens, vivências do quotidiano etc.

 

Instrumentos de descrição

Catálogo informatizado na plataforma dos instrumentos de acesso nas salas de leitura e na aplicação GISA.

 


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