Neste local conserva-se a mais longa sequência de ocupação humana que até ao presente foi documentada na Cidade do Porto.
Em apenas três metros de profundidade detectaram-se vinte camadas arqueológicas, integrando ruínas arquitectónicas e espólios dos sécs. IV-III a.c. até à actualidade.
Aqui foram pela primeira vez identificados com segurança vestígios do castro proto-histórico que esteve na origem do centro urbano, bem como das ocupações romana-alti-medieval que lhe sucederam. Os restos de habitações e arruamentos da Baixa Idade Média permitem reconstituir alguns traços do urbanismo antigo desta área, interessante pela proximidade a que se encontra da cerca muralhada, registando-se ainda interessantes vestígios das épocas moderna e contemporânea.




