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Cultura
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Espólios - época moderna e contemporânea

Objetos do quotidiano
A partir dos séculos XVII-XVIII este espaço sofreu profundas alterações, que culminaram com a construção de um novo edifício, integrando o espaço do anterior arruamento, depois de desaparecidas as habitações que o ladeavam. No século XIX funcionou aqui uma cocheira, cujo pavimento lajeado e com restos de uso selava as camadas de ocupação de vinte e cinco séculos. A chaminé de tijolo restou como memória de uma pequena unidade industrial, talvez de inícios do séc. XX, não tendo restado vestígios materiais que nos permitam saber a que destinava.Testo em cerâmica (séc. XVIII-XIX)

Os objetos correspondentes a este período são muito diversificados. No que se refere à cerâmica – achado mais abundante em quase todas as escavações arqueológicas – é evidente a evolução das técnicas e a alteração dos gostos, incrementada por uma produção industrial que deixou marcas no tecido e na vivência social do Porto. A par das faianças de mesa, de produção local, regional ou importada (desta última destaca-se pela sua abundância, a louça inglesa), usavam-se peças vidradas para a cozinha, enquanto que nas lareiras continuava em uso a louça preta.

Foram recolhidos inúmeros fragmentos de tachos e fogareiros, provavelmente produzidos na região, e cozidos em soenga (as peças, depois de torneadas, eram secas e colocadas em covas que depois eram tapadas com ramos e pedaços de madeira; depois era ateado fogo, fazendo-se assim a cozedura das peças, que ficavam negras devido ao fumo da combustão).

A partir do séc. XVIII o vidro torna-se um material cada vez mais comum, sobretudo para fabrico de garrafas e peças decorativas, tendo surgido alguns fragmentos de vasilhame com marcas gravadas.

Datam deste período os pequenos fragmentos de cachimbos ingleses, em caulino, com as marcas de fabricante ou local de produção, e o mesmo se verifica nas garrafas em grés, material inicialmente de fabrico inglês ou alemão, e que se torna abundante nos níveis mais recentes, dos séculos XIX e XX, onde surgem também restos de canalizações em grés.


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