separador topo
Cultura
Skip Navigation Links.
print

Espólios - idade média

A regressão tecnológica
Com o declínio e derrube do Império o período suevo-visigótico traz à cidade um período conturbado de conflitos, adaptações e transformações, ainda mal conhecido. As cerâmicas dessa época que aqui foram recolhidas traduzem produções utilitárias, de cozinha, bastante diferentes da louça rica que ornava as mesas ricas da população romanizada.

MuralhaSão vasilhas de louça mais grosseira mas bem cozida, como cântaros, panelas e caçoilas, de fabrico local, com pastas de coloração cinzenta ou beje escura, por vezes com traços de pintura clara, ou motivos incisos, datáveis dos séculos VI-VII. Estes espólios surgem associados a raros fragmentos de taças em vidro, de tradição romana, e numerosos fragmentos de tegula e imbrex, integrados numa camada de terras de coloração cinzenta escura, denunciando uma fase conturbada da ocupação do morro, com vestígios claros de destruição e incêndios.

Do período inicial da Reconquista o espólio é reduzido (regista-se o achado de fragmentos de panelas), notando-se uma regressão na tecnologia de produção da loiça utilitária, sendo difícil perceber a que formas pertenciam os fragmentos, pelo carácter grosseiro e deficiente fabrico. Por todo o território são visíveis as consequências da quebra das antigas rotas comerciais, sobretudo ao nível dos objetos do quotidiano, como a cerâmica, que perde qualidade e é menos diversificada.

 

O crescimento da urbe
Com a pacificação do território, o burgo - couto do bispo - expande-se para fora de muros, as estradas voltam a encher-se de homens e cargas, e exploram-se novas rotas comerciais por terra e mar. As produções locais reanimam-se, e o comércio expande-se nos terreiros das feiras e nas ruas ladeadas por oficinas de artesãos.

Fragmento de Pichel (séc. XIII-XIV)No arqueossítio surgiram vários alicerces de habitações que testemunham a densificação da malha urbana. Os espólios espelham os novos contatos além mar, sobretudo com os portos do Norte, e o renascer do comércio regional. Das baixelas das antigas habitações medievais chegaram-nos restos de panelas e frigideiras em barro escuro, de taças e jarros, fragmentos de pichéis (jarros) bracarenses, de paredes finas e cor bege com superfícies trabalhadas e decoradas, e de pichéis provenientes de regiões do centro e norte da Europa (vidrados multicoloridos), dos séculos XIII e XIV, mas também fragmentos de loiça produzida Fragmento de pichel (séc. XIII-XIV)no sul da Península, em Paterna/Manisses (Sul de Espanha), com pintura sob vidrado de chumbo translúcido, entre outros materiais.

Os vidros são raros, e as poucas peças metálicas encontradas estão desfiguradas pela corrosão.

Talvez pelo facto de neste espaço ter existido uma viela, entretanto desaparecida, que fazia a ligação entre a atual D. Hugo e a cerca, foram encontradas várias moedas da segunda dinastia, nomeadamente ceitis de D. Manuel e um numisma de D. Sebastião.


print
separador footer
 
Optimizado para os browsers: Internet Explorer 7, Firefox 3.5 e Safari 5 ou superiores | Em desenvolvimento pela DMSI (Direcção Municipal de Sistemas de Informação) da CMP
Projecto co-financiado por: