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Vestígios
Vestígios arqueológicos da cidade antiga

As escavações arqueológicas realizadas no subsolo da casa n.º 5 da Rua D. Hugo entre 1984 e 1987, puseram a descoberto vestígios de muitas construções edificadas no local ao longo de mais de dois mil e quinhentos anos, para além de um numeroso conjunto de materiais na sua maioria constituídos por fragmentos de peças cerâmicas.

Pela sua importância para a compreensão da própria história do Porto e como testemunho de diferentes fases do seu desenho urbano, destaca-se o seguinte conjunto de vestígios, alguns dos quais podem ser observados numa visita ao arqueossítio:
Planta geral das Estruturas
Restos de pisos de argila batida de prováveis habitações dos séc.s V-IV a.C.
Vestígios de casas pétreas de planta circular do antigo castro proto-histórico e de pisos em argila (séc.s III-II a.C.) 

Muros e alicerces de habitações da urbe da época romana e restos de pisos em argila e lajeado (séc.s I e II d.C.)
Provável face interna de uma muralha da época romana (fins séc. III- inícios séc. IV) 

Vestígios de uma antiga artéria em terra batida e dos edifícios que a ladeavam, do período medieval, onde se inclui a fachada de uma casa que outrora se projetava para o actual Largo de Vandoma (séc.s XII a XV)
Alicerces de edifícios da época moderna e restos do pavimento lajeado da antiga rua medieval (séc.s XVI a XVIII)

Lajeado e vestígios de uma antiga cocheira oitocentista (séc. XVII)

Chaminé e vestígios de um tanque relacionados com atividade industrial (séc. XX)

 

Uma estratigrafia com mais de 2500 anos
A longa ocupação humana no local ficou registada nos cerca de vinte estratos arqueológicos que foram identificados, alguns dos quais são visíveis nos cortes estratigráficos que se encontram preservados no arqueossítio. A manutenção deste troço da cerca medieval (Vandoma) foi determinante para a preservação da estratigrafia local.

Corte de Perfil EsteSão camadas sobrepostas de terras de diferente coloração, textura e dimensão, cada uma relacionada com um determinado momento da vida da cidade. Pela exiguidade do local e pela intensa ocupação do sítio – frequentemente a construção de um edifício provoca a demolição e até o desaparecimento de uma construção anterior – algumas camadas não surgiram associadas a qualquer construção. É o caso do estrato associado ao período suevo-visigótico, revelado num nível que os arqueólogos designam como nível de destruição, uma camada de coloração cinzenta com restos de elementos carbonizados, em que objetos de uso doméstico se misturam com elementos construtivos.

Esta sequência estratigráfica serve de amostragem da evolução do povoamento no Morro da Sé, onde se localiza o principal núcleo que está na origem da cidade do Porto. A sequência cronológica registada no arqueossítio da Rua D. Hugo tem sido confirmada em outros escavações arqueológicas, entretanto realizadas em toda a plataforma superior desta elevação.


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