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Casa do Cais Novo

A Casa do Cais Novo e os Armazéns anexos foram mandados construir pela família Pinto da Cunha.

 

Os Pinto da Cunha pertenciam a uma velha família fidalga, que se instalara em Provesende, no concelho de Sabrosa, em meados do século XVI. Ali, haviam herdado a Casa da Praça, que fora de um seu parente, o famoso Cardeal de Alpedrinha, Dom Jorge da Costa. Desta mesma Casa viriam a descender os Cunha Pimentel, Senhores da Casa da Calçada, que também se haveriam de instalar no Porto, ocupando inúmeros cargos da governança da cidade e residindo num edifício do gaveto da Rua das Flores com o Largo de São Domingos, que ostenta o seu brasão-de-armas.

 

Nas muitas propriedades de Provesende, os Pinto da Cunha alicerçaram a sua fortuna, sobretudo no cultivo da vinha e na produção do vinho – do vinho fino do Douro: o Vinho do Porto.

 

Na realidade, a partir dos fins do século XVII, os vinhos do Alto Douro conheceram um crescente interesse estrangeiro, sobretudo britânico, o que permitiu uma importante expansão económica na região e na sua capital comercial: o Porto. Este desenvolvimento económico trouxe alguma abundância às suas populações, que puderam construir e melhorar as suas residências, dando-lhe um novo cunho arquitectónico, com a introdução do estilo barroco. Por outro lado, fez com que algumas das suas famílias começassem a aproximar-se do Porto, aqui construindo residências e armazéns.

 

É, pois, por meados do século XVIII que os Pinto da Cunha chegaram ao Porto, onde passaram a estar sedeados, em detrimento de Provesende ou de Vila Real. A partir de 1750, começaram a construir a sua nova residência: a Casa do Cais Novo.

 

José Pinto da Cunha Pimentel, 10.º Senhor da Casa da Praça, nascera e vivera até então em Vila Real. Já no Porto, foi Vereador da Câmara e Deputado da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro logo na primeira mesa fundadora. Casou com Dona Clara Saavedra y Romay Bohan y Temes, fidalga galega.

 

Com a morte de José Pinto da Cunha Pimentel, coube a seu irmão Pantaleão da Cunha Faria ficar como tutor dos seus filhos menores. Foi este quem mandou terminar as obras da Casa do Cais Novo, o que viria a acontecer em 1781; e quem deu o arranque a importantes trabalhos de ampliação da Casa e de construção de vastos armazéns.

 

Foi filho primogénito de José Pinto da Cunha Pimentel e de Dona Clara Saavedra y Romay Bohan y Temes, José Pinto da Cunha Godinho Saavedra, 11.º Senhor da Casa da Praça e 2.º Senhor da Casa do Cais Novo. Nasceu na freguesia de São Nicolau, no Porto, em 1756; e aqui casou, com Joseffa Nevill, 5 ª Senhora da Casa do Fôjo, em Vila Nova de Gaia. Em 1798, concluiu a construção do armazém iniciada pelo seu tio Pantaleão da Cunha Faria, Deputado da 7.ª Mesa da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, expressamente construídos por esta família para depósito dos vinhos proveniente das sua propriedades do Douro, bem como para os vinhos provenientes da poderosa Companhia Geral da Agricultura e Vinhos do Alto Douro, criada pelo Marquês de Pombal, em 1756, a cuja direção esta família se encontrava ligada.

 

A Casa do Cais Novo e o Armazém anexo continuam sendo propriedades dos descendentes da família Pinto da Cunha Saavedra.


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