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Edifício

A Quinta do Sacramento, da Macieira ou da Macieirinha

Desde o século XVII que o lugar de Massarelos foi muito procurado por negociantes, que aqui mandaram construir as suas quintas. Entre estes, destacaram-se os de origem estrangeira, sobretudo flamengos, alemães e ingleses. 

 

Nas suas quintas, acumulavam-se as caraterísticas de espaços de recreio e de produção económica, com os seus pomares, hortas, matas...

 

A Quinta do Sacramento ou da Macieirinha, foi uma dessas antigas propriedades, pertencendo sempre a cidadãos nacionais. Por meados do século XVIII, era propriedade de Manuel de Sousa Carvalho, irmão da Confraria do Santíssimo Sacramento da Igreja Paroquial de Santo Ildefonso. Poderá vir desta associação um dos nomes por que a quinta também foi conhecida: Quinta do Sacramento.

Em 1838, a Quinta do Sacramento estava na posse de António Ferreira Pinto Basto, destacado membro da grande burguesia do seu tempo.

 

Na posse deste último, foi escolhida pelo Rei Carlos Alberto de Sabóia, que abdicara do Principado do Piemonte e Reino Sardenha e exilara-se no Porto. Aqui viveu dois escassos meses e aqui morreu, a 28 de Julho de 1849.

A casa que o príncipe de Sabóia escolheu para sua residência era um edifício simples, com encantadora vista para o mar e rio Douro. Com o pátio à frente, e de um lado o bosque, e do outro os jardins e terrenos agrícolas. Não sabemos como poderá ter sido a primeira construção, nem quais os acrescentos e modificações que ao longo do tempo se fizeram.


O Museu

Foi em 1967, depois de uma consulta feita ao então professor na Faculdade de Letras do Porto, Dr. Florido de Vasconcelos, que a Câmara Municipal desta Cidade deliberou organizar na casa da Quinta da Macieirinha um Museu de recordações do séc. XIX, para nele serem lembrados os grandes nomes do romantismo portuense.

Sentia-se a falta, no panorama museológico português, de um museu que evocasse uma época ainda próxima do nosso espírito, mas demasiado afastada para podermos imaginar perfeitamente como então se vivia.

Muitas eram as razões para empreender a tarefa de organizar um museu romântico, no Porto, por isso a ideia foi aceite por parte da Câmara, sendo então seu Presidente o Dr. Nuno Pinheiro Torres.

Para além das razões de ordem cultural, havia um motivo próximo que vinha acrescentar grande força ao projeto: na Casa da Quinta tinha vivido os seus curtos dias de exilado, e aí falecido, o Rei Carlos Alberto de Itália, cuja odisseia se enquadrava no espírito da época, e fora bem sentida no coração das gentes do Porto.

Pouco tempo depois de a Quinta da Macieirinha ter passado à posse da Câmara, Humberto de Sabóia, ofereceu para mobilar o quarto onde faleceu seu trisavô, uma réplica dos móveis que ali tinham servido ao Rei.

Ao Dr. Florido de Vasconcelos e à Dr.ª Maria Emília Amaral Teixeira, à data directora do Museu Nacional de Soares dos Reis, encarregados do projeto, não foi difícil dar corpo a um programa museográfico, idealizando uma casa com as suas salas, quartos e dependências, como se fora habitada.

Para refazer os aposentos do Rei havia desenhos e aguarelas que os documentavam. Para os outros espaços, fez-se apelo a toda a documentação possível – jornais e revistas, ilustrações de livros e gazetas, pinturas, estampas e litografias da época.

Foram feitas aquisições de mobiliário português da época, embora denunciado a influência francesa, alemã, mas sobretudo inglesa, que como é sabido, dominava a região.

Foram depositadas peças pelo Estado (de núcleos existentes no Museu Nacional de Soares dos Reis), e oferecidas ou depositadas por particulares.

O Museu foi inaugurado a 27 de Julho de 1972.


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