Intervenções Arqueológicas
Nos termos da legislação própria, as intervenções arqueológicas são dirigidas e executadas por arqueólogos e outros técnicos com formação específica.
As intervenções realizadas na área do município (sondagens, escavações, acompanhamentos de obra, etc.) são usualmente realizadas por empresas especializadas.
Nas últimas três décadas realizaram-se no Porto perto de 400 intervenções arqueológicas, cujos resultados aumentaram de forma considerável o conhecimento acerca da evolução da cidade. 

As intervenções efetuadas, na sua maioria no âmbito de projetos de loteamento e de outras operações urbanísticas ou relacionadas com a instalação de infraestruturas localizadas nos perímetros de proteção arqueológica assinalados na Carta de Património do Plano Diretor Municipal, bem como nos empreendimentos de grande magnitude, trouxeram à luz do dia todo um conjunto de achados que documentam uma ocupação humana no concelho desde a pré-história até à época contemporânea.
Assim, os trabalhos arqueológicos realizados na frente marítima, junto ao Castelo do Queijo, permitiram a identificação de contextos relacionados com a ocupação pré-histórica, enquanto as escavações executadas no morro da Sé e Penaventosa possibilitaram a aparecimento de vestígios do período castrejo, bem como estruturas do período romano com especial destaque para o troço de muralha descoberto no interior dos imóveis localizados no Largo e Rua da Penaventosa. Por sua vez, com a intervenção efetuada na Praça do Infante D.
Henrique observaram-se restos dos edifícios demolidos no séc. XIX para a sua construção.
No que concerne à atividade industrial salientam-se aos achados da mais antiga fábrica de cerâmica portuense, a Fábrica de Massarelos, fundada no Cais das Pedras em 1763 e que laborou até aos começos do século XX.
Todavia, a sucessão de vivências na cidade manifesta-se também através da descoberta de vários espaços sepulcrais localizados nos terrenos da Biblioteca Pública Municipal do Porto, na Ordem de S. Francisco e na Ordem do Carmo. 

Registos e Espólios Arqueológicos
O município assegura através dos serviços competentes o depósito, nas condições adequadas, dos achados de bens móveis efetuados nas intervenções arqueológicas feitas na cidade.
Esses materiais, tradicionalmente designados por "espólio", incluem cerâmicas, vidros, metais, moedas, objetos em pedra e muitos outros elementos.
Alguns dos objetos arqueológicos mais interessantes estão expostos ao público.
As principais coleções de arqueologia em exibição encontram-se no Arquivo Histórico Municipal/Casa do Infante, Museu do Vinho do Porto e Arqueossítio da Rua de D. Hugo n.º 5.
Relatórios
Os relatórios técnicos das intervenções arqueológicas realizadas na cidade encontram-se disponíveis para consulta nas instalações do município à Praça de Carlos Alberto, 71.