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Cultura
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Sistemas construtivos tradicionais
Fundações

As fundações são de dois tipos: diretas e indiretas. Na área do casco antigo encontra-se construções com fundações diretas, constituídas pelo ensoleiramento feito a pedra de granito, assente em rocha. Algumas das casas aproveitam os resquícios da muralha primitiva.Frontal Tecido (fachada exterior)
Nesta mesma área e na sua envolvente, as fundações indiretas variam entre estacaria e arcos em terrenos menos firmes (área de Mousinho da Silveira), a sapatas e ensoleiramentos a pedra de granito.


Elevações

As construções no Centro Histórico apresentam-se realizadas a pedra, pedra e madeira e, mais raras, a madeira.


Construções em pedra

As construções em pedra apresentam-se baixas e largas (casa nobre ou enobrecida) ou altas e estreitas. As primeiras acompanham o passar dos séculos, respondendo às necessidades sociais de uma classe mais rica, enquanto as segundas são fruto do desenvolvimento técnico-construtivo e do domínio das alvenarias em pedra, associado às necessidades socio-económicas do desenvolvimento urbano da época da industrialização.
A parede em pedra apresenta uma relação diretamente proporcional entre a redução da sua espessura, o aumento da sua altura e tipo de aparelho que apresenta. As diversas construções mantém as paredes portantes em pedra e as secundárias realizadas em frontal e tabique nas mais antigas e em tabique nas mais contemporâneas.
Os sobrados têm em constante a manutenção do vigamento e soalhos em madeira com tetos estucados. Os telhados apresentam em comum a estrutura em madeira e os últimos pisos, aproveitamentos das águas furtadas ou pisos recuados, são realizados em tabique.Parede interior
Singelas, austeras e raras enquanto Casa Torre (séc. XIV/XV), mais decoradas e destacadas enquanto elemento urbano da burguesia enobrecida (séc. XVI-XIX), comuns e de arquitetura mais tipificada para o burguês trabalhador (séc. XIX-XX) ou como edifício institucional do século XX, a casa em pedra acompanha as diversas épocas construtivas.


Construções em madeira e pedra

Sobre as fundações em pedra, que ora terminam a pouca altura do solo ora acompanham o primeiro piso1,surgem paredes realizadas em esqueleto de madeira. Estas estruturas, denominadas frontais e preenchidas a alvenaria de pedra ou tijolo, elevam-se dois a quatro pisos sendo acompanhadas por paredes secundárias em tabique e sobrados em madeira. São de fachada lisa ou com ressalto, rebocadas e apresentam tradicionalmente cores vivas diretamente relacionadas com os pigmentos comercializados à época. Apresentam-se, também, revestidas a soletos de ardósia ou azulejo. São casas altas e esguias, apertadas em arruamentos feitos sobre caminhos antigos. A sua arquitetura promove uma certa adaptabilidade na maior ligeireza com que se redesenha um compartimento interior ou se abre e fecha uma janela ou porta exteriores. Os telhados assentam sobre uma estrutura em madeira resumindo a decoração aos caibros expostos no beiral.
Algumas casas apresentam a varanda “nobre” em cantaria2 de pedra, com varandas, cachorros e guarnições restantes em madeira trabalhada, evidenciando alguma notabilidade social do proprietário.


Frontal exteriorConstruções em madeira

Mantendo o mesmo tipo de alicerce, as construções em madeira seriam inteiramente realizadas com esqueleto, tabiques e sobrados em madeira. Conhece-se a sua existência através dos relatos dos danos provocados pelos incêndios em alguns dos arruamentos da Sé.
Estas construções não seriam muito diferentes dos edifícios da Rua dos Mercadores, 78-80, de fachada lisa e rebocada, sobre frontal forrado. Este frontal por não ser preenchido permite maior leveza e economia na construção.
O interior é estruturado com sobrado e divisórias em tabique, sendo a estrutura do telhado em madeira.


1Rua dos Caldeireiros, 207-209
2Rua dos Caldeireiros, 187-189 e Rua dos Mercadores 176-180.

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